* Marcos
Eu segurei o olhar dela enquanto alinhava a cabeça do pau na entrada molhada.
Não entrei de uma vez. Fiquei ali, só o suficiente pra sentir o calor dela me envolver pela primeira vez, o corpo já tremendo de antecipação. Com uma das mãos segurei o rosto de Lívia, o polegar acariciando a bochecha. A outra mão agarrou a coxa dela, abrindo um pouco mais.
— Olha pra mim — pedi, a voz baixa e rouca. — Quero ver seu rosto enquanto eu entro.
Ela assentiu, ofegante, os olhos presos nos meus