O carro parou em frente a uma casa isolada no fim de uma rua sem saída. Parecia abandonada há anos. Muros altos com tinta descascada, portão enferrujado, mato crescendo pelas rachaduras da calçada. Gabi desligou o motor e apontou a arma para mim outra vez.
— Sai. Devagar.
Obedeci.
Ela me fez caminhar na frente até a porta. A fechadura estava arrebentada. Dentro, o ar cheirava a mofo e poeira antiga. Móveis cobertos por lençóis sujos, janelas fechadas com tábuas, o chão estalando a cada passo