Acordei, a cama ainda estava quente do lado onde ele tinha dormido, mas vazia. Pela fresta da cortina entrava uma luz suave de manhã. O corpo inteiro doía de um jeito gostoso e cansado — coxas, quadril, marcas leves nos braços e no pescoço que eu nem precisava olhar no espelho pra saber que existiam.
Foi então que o cheiro chegou.
Café. Pão. Alguma coisa sendo fritada.
Sorri sozinha contra o travesseiro. Levantei devagar, o corpo reclamando a cada movimento, e fui direto pro banheiro. Tomei