A SEMANA DO SILÊNCIO
As marcas roxas na parte interna das minhas coxas tavam começando a ficar amareladas.
Sete dias. Cento e sessenta e oito horas desde que eu joguei a pasta do meu pai na mesa de vidro dele e saí andando.
A nossa rotina virou uma ginástica de não se esbarrar.
Eu descia pra café às oito. A cafeteira ainda tava quente, a cadeira na cabeceira da mesa longa vazia. O motor do SUV blindado dele saía da garagem exatamente dez minutos antes de eu pisar no térreo. Todo dia. Sem falhar