Fernando
Depois de ficar um tempo com a Lia, voltei para o escritório. Bati a porta com força enquanto minhas mãos tremiam e meu peito ardia. Caminhei de um lado para o outro me sentindo perdido e num impulso cego derrubei tudo o que estava sobre a mesa. Porta-retrato, papéis, notebook, tudo foi ao chão. O som seco das coisas quebrando não era nada perto da dor que me consumia.
Passei a mão pelos cabelos, puxando com força.
— Droga… — Fechei os olhos.
As cenas começaram a se atropelar na minha