Lizandra
— Liz santinha… — a voz chamou outra vez.
Muito devagar virei o rosto. Minha irmã Liliane estava parada no corredor apoiada na prateleira como se estivesse me esperando há muito tempo. Mesmo cabelo, mesmo rosto que o meu. Mas o sorriso era o sarcástico de sempre.
— Até que enfim te achei… — disse, se aproximando. — Sumida, hein, irmãzinha?
O mundo ao meu redor pareceu ficar distante. O barulho do caixa, as pessoas… tudo virou um ruído abafado. Eu só conseguia olhar para ela. Para o me