Mia
Quando o carro parou no cais, no final da tarde, o sol de inverno estava se pondo, pintando o céu da cidade com tons de laranja e roxo. Ver o iate novamente, onde tudo havia se tornado real, me fez engolir em seco. Era o nosso refúgio, nosso ponto de virada.
Elijah me conduziu pela rampa. Assim que pisei no convés principal, meu coração acelerou.
O iate estava todo decorado. Milhares de rosas vermelhas estavam dispostas em arranjos dramáticos, e o chão estava coberto com um tapete espesso de pétalas da mesma cor, que liberavam um perfume inebriante. Velas cintilavam em suportes de vidro, criando uma atmosfera mágica e roubando qualquer lembrança do estresse corporativo ou da vigilância de Lady Hale.
— Elijah… — eu sussurrei, maravilhada. — Isso é... inacreditável.
— Eu disse que te levaria para um lugar onde a minha mãe não nos procuraria — ele disse, com um sorriso misterioso, pegando minha mão.
Nós subimos para o convés superior. O Leviatã começou a se mover lentamen