Elijah
O trajeto do bar para a cobertura foi um borrão de antecipação. A provocação de Mia, o segredo no meu escritório, o flerte do estranho — tudo se combinou em uma única urgência selvagem. Eu a queria. Eu a queria ali, agora, e eu a teria.
Eu dirigi como um louco, ignorando as regras de trânsito. A segurança no carro de trás mal conseguia me acompanhar.
Chegamos ao estacionamento privativo, e eu nem esperei o carro parar completamente. Saí e dei a volta, abrindo a porta para Mia. Eu a puxei para fora e, em um movimento rápido, a peguei no colo.
— Não aguento mais esperar — eu murmurei, e ela riu, enrolando as pernas em minha cintura.
Corri para o elevador privativo, acionando-o com o meu cartão. Eu a prendi contra o espelho do elevador, beijando-a com uma ferocidade que só ela conseguia despertar.
— Você me torturou o dia inteiro, Furacão.
— É a sua punição por me deixar no escritório — ela respondeu, beijando meu pescoço.
A porta do elevador se abriu para a cobertura. Eu