O fim de tarde já tinha chegado.
A luz que entrava pelas janelas era mais baixa, dourada, e a casa começava a desacelerar naquele ritmo silencioso de quem se aproxima da noite.
Faltava pouco para Elisa ir pra cama.
No quarto, o tapete estava tomado por bloquinhos coloridos. Elisa tentava montar uma torre alta demais para o próprio equilíbrio, concentrada, enquanto Cecília acompanhava com um sorriso leve.
— Não, esse aqui vai cair — Cecília avisou.
— Não vai! — Elisa insistiu, encaixando ma