Gabriel Smith
Os últimos dois dias com Sophia aqui nessa cabana foram de muita intensidade, mas ao mesmo tempo de calmaria. Há muito meu coração precisava dessa leveza e meu corpo desse momento de poder extravasar, sem limites. Minha reação a Sophia vai de sentir paz em sua companhia à explosão de sensações quando nossos corpos se encaixam e se entregam.
A manhã dessa sexta trouxe consigo um silêncio diferente. Não era o silêncio cúmplice dos dias anteriores, nem o leve riso que compartilhamos durante o café. Era o silêncio da realidade batendo à porta. Eu sabia que não poderia adiar por muito tempo: precisava encarar minha família. Mesmo não considerando nenhum deles além do meu pai como de fato minha família. Sinto muita falta do meu velho.
Enquanto arrumava algumas coisas na sala, Sophia me observava, ainda vestindo minha camisa branca. Seus olhos verdes me seguiam com atenção, como se buscassem entender cada movimento meu.
— Você está inquieto, Gabriel — disse ela, com a voz su