Isabela sentiu o ar falhar dentro dos pulmões.
As palavras dele entraram devagar.
Pesadas.
Profundas.
Como algo que ela nunca imaginou ouvir de Arthur Montenegro.
Ele continuava sentado na beira da cama, os olhos escuros presos nela com uma intensidade absurda.
Sem arrogância.
Sem jogos.
Sem aquele controle impecável que ele normalmente mantinha sobre tudo.
Pela primeira vez… ele parecia vulnerável.
E aquilo mexeu ainda mais com ela.
— Arthur… — a voz dela saiu baixa.
Fraca.
Ele respirou fundo.