Everton Narrando
Estava no escritório, os papéis espalhados pela mesa, mas minha cabeça longe dali. Desde a última conversa com a Priscila, eu andava com o coração acelerado e a mente inquieta. Nem o silêncio que costumava me concentrar ajudava mais.
Ouvi a campainha tocar na recepção e nem levantei os olhos. Devia ser alguma cliente atrasada ou a secretária com mais uma intimação. Só que, segundos depois, ouvi batidas leves na porta do meu gabinete.
— Pode entrar — falei, ainda sem levantar.