Juliana não entrou no Departamento de Relações Públicas. Ela desfilou numa linha tênue entre a compostura profissional e o puro colapso nervoso até a primeira porta que oferecesse refúgio: o banheiro feminino.
Com a urgência de quem desarmava uma bomba, encarou o espelho. O cenário era trágico. Bastava a secretária Romana tê-la visto saindo da sala da presidência parecendo um fantasma que acabara de sobreviver a um furacão; suas amigas de setor não precisavam presenciar aquele espetáculo.
Julia