HENRIQUE VALADARES
Eu estava na sala do Promotor Chefe do Ministério Público. Estávamos sentados de frente um para o outro, com a mesa nos separando. No centro dela, repousava o pequeno pen-drive que eu havia tirado do forro do sapato do detetive algumas horas antes.
O promotor terminou de ler os últimos documentos impressos que mandou puxar do arquivo digital. Ele tirou os óculos de leitura, esfregou os olhos cansados e soltou um suspiro cansado, cruzando as mãos sobre a mesa.
— Doutor Henriq