HENRIQUE VALADARES
Vicente correu na direção da nossa mesa como um animal raivoso.
— Henrique! — Isadora gritou.
Eu não precisei de mais nenhum segundo para reagir. Empurrei a cadeira para trás, e me coloquei na frente de Isadora, servindo como um escudo humano.
Vicente avançou cegamente, erguendo o punho direito para me atingir e tentar chegar até a minha namorada. Mas a fúria o deixavam burro e previsível. Bloqueei o golpe dele com o meu braço esquerdo e, aproveitando a abertura daquel