# Capítulo 14: Ecos em um Corredor Vazio
**Ponto de Vista: Narrador**
Uma casa, como um corpo, tem seu próprio ritmo, sua própria respiração. Por anos, a mansão Bodvan respirou de forma superficial e lenta. O ar era pesado, imóvel, carregado com o pó de memórias não ditas. O som predominante era o silêncio, um silêncio tão profundo que o zumbido da eletricidade nas paredes era audível. Mas nas semanas que se seguiram à chegada de Alice e Lily Coone, algo começou a mudar. A respiração da casa começou a se aprofundar.
Não era uma mudança abrupta. Era sutil, quase imperceptível para um estranho. Começou com o som. O som de pés pequenos correndo por um corredor, seguido por uma risada abafada. O som de uma melodia suave sendo cantarolada na cozinha. O som de duas vozes, uma de mulher e uma de menino, lendo uma história em voz alta na sala de jogos. Eram sons de vida, ecos há muito esquecidos que agora começavam a preencher os espaços vazios.
O próprio Sr. Thompson, um homem cuja expressão