POV Emília
A sede me acorda de repente, como se alguém tivesse apertado um botão dentro do peito. O relógio digital na cabeceira marca 1:58.
O quarto está escuro, só o brilho azulado da tempestade entrando pelas frestas da cortina. Lá fora o mundo parece desabar: trovões que fazem as janelas tremerem, chuva batendo no telhado como pedras, vento uivando nos beirais. Eu me sento na cama, o pijama curto grudado na pele pelo suor frio do pesadelo que eu já nem lembro direito.
Eu levanto. O chão es