POV Emília
A mansão Quinn respirava uma calmaria pesada, quase sólida, como o ar de uma cripta recém-aberta. O anúncio oficial do noivado, jogado como carne fresca aos abutres da imprensa de Dublin, havia transformado a propriedade em uma fortaleza de luxo. Para o mundo, éramos o escândalo corporativo e moral do ano; para nós, éramos apenas dois condenados erguendo uma ratoeira de ouro.
A chuva de Galway batia contra as vidraças góticas do quarto principal, criando uma melancolia cinzenta que