POV Emília
O frio do chão de madeira atravessava o tecido da minha calça, mas o gelo real estava correndo nas minhas veias.
Eu estava sentada com as costas contra a porta do meu quarto, o celular jogado sobre o edredom como se fosse uma granada prestes a explodir. O laudo do laboratório ainda brilhava na tela, um veredito de poucas linhas que pesava mais do que toda a estrutura de pedra da mansão Quinn.
— Eu não posso, Lucca... — minha voz saiu quebrada, um sussurro que eu mal reconheci.
Esc