Eu ainda estava fugindo?
Não no sentido literal.
Eu não tinha trocado de número nem arrumado as malas.
Ia aos passeios no parque, às sessões de terapia e aos jantares no apartamento sempre que concordava em ir. Fazia tudo com a cabeça no lugar, os pés firmes no chão, sem desaparecer.
Mas havia alguma coisa dentro de mim que eu vinha reprimindo havia meses.
Havia a maneira como eu sempre desviava o olhar em certos momentos, porque encarar os olhos dele despertava algo que eu ainda não estava