— Eu sei que já contei. — Respondi. — Estou repetindo porque quero que você entenda que o sentimento em si não era errado. Eu estava certo sobre o que sentia. Cometi um erro catastrófico na maneira como lidei com aquilo.
Ela baixou os olhos para as mãos.
Um longo silêncio se seguiu.
Então, disse:
— Eu senti a mesma coisa.
Olhei para ela.
— Naquela noite. — Começou. — Senti como se alguém finalmente estivesse me enxergando. Não a imagem que eu mostrava aos outros. Não a mais nova da família