Camila já não tentava conter as lágrimas, elas escorriam livres, quentes, sinceras, enquanto um sorriso tremulo insistia em permanecer em seus lábios.
O pôr do sol atrás dele parecia se desfazer em tons dourados e âmbar, como se o próprio tempo desacelerasse para testemunhar aquele instante. Seus dedos ainda entrelaçados aos de Ticiano tremiam levemente, pela imensidão do que sentia.
Quando finalmente encontrou sua voz, ela saiu suave, embargada, carregada de tudo o que viveu até ali.
— Eu vivi