Ticiano
Antes do amanhecer, quando a Toscana ainda parecia adormecida sob um manto de névoa fria e o céu guardava aquele azul escuro espesso, como se o mundo estivesse contido numa respiração única, Nico já estava na sacada, imóvel, recortado contra a madrugada como uma presença agourenta, não um homem, mas um sinal obscuro.
Ticiano soube disso no instante em que abriu os olhos, o instinto treinado que nunca o abandonava, nem mesmo quando Camila dormia enroscada nele com o corpo quente, macio e