Mundo de ficçãoIniciar sessãoÁria deu um passo à frente, o rosto ainda manchado pelo sangue dos guardas que ela mesma havia executado. O comentário de Malrik a atingiu como um tapa, despertando uma revolta amarga.
— Você está enganado, Malrik — ela disse, a voz cortante. — Você fala como se fôssemos estranhas visitando o inferno. Mas parece que esqueceu quem somos? Nós somos Silvas. O sangue que corre em nossas veias foi forjado na traição, na dor e na sobrevivência. Mesmo que não quiséssemos, este é o nosso mundo. Ele nos reclamou antes mesmo de nascermos.
Malrik negou com a cabeça, um gesto lento e carregado de uma tristeza genuína.
— Vocês se convenceram disso para suportar a dor. Mas olhe para ela — ele indicou Hanna com um aceno de queixo. — Ela ainda pode ter uma vida normal. Sem nomes falsos, sem fuzis, sem o medo constante de ser vendi







