Mundo de ficçãoIniciar sessãoAo cruzarem a soleira do quarto, a cena que encontraram foi desoladora. Rubi estava encolhida contra a cabeceira da cama, os olhos arregalados e inundados de lágrimas, os pequenos punhos cerrados contra o peito. No chão, perto da cama, os dois lobos da propriedade, que geralmente eram sombras silenciosas, estavam com as orelhas baixas e rabos entre as pernas, ganindo baixo. Eles haviam corrido para o quarto ao primeiro sinal de perigo, mas a reação da menina os deixara acuados.
— Pequena, o que foi? — Yulian deu um passo à frente, estendendo a mão para a filha, o rosto marcado pela angústia.
No entanto, no momento em que ele se aproximou, Rubi soltou outro grito, ainda mais alto, e recuou até bater as costas na parede.
— Não! Sai! Sai, monstro! — ela soluçou, escondendo o rosto entre as mãos. — O papai sumiu... o monstro levou ele! As garras... as garras gr







