Tristan Adamo, 10 anos atrás.
O barulho dos meus tênis esmagando pedrinhas pelo caminho ecoa baixo, abafado pela noite espessa. A lua crescente escapa entre galhos retorcidos, desenhando sombras recortadas no chão de terra. Meu peito aperta, como se tivesse um nó preso entre as costelas, e ele só piora à medida que me aproximo da clareira no fundo do ferro-velho — o lugar mais escondido de todos, onde carros empilhados como esqueletos corroídos pelas décadas formam um semicírculo quase hermét