Vicente permaneceu imóvel na entrada da cafeteria.
Os ruídos ao seu redor desapareceram.
As pessoas passavam apressadas pelo saguão do prédio.
Elevadores abriam e fechavam.
Funcionários conversavam.
Mas ele não ouvia nada.
Seus olhos estavam presos em Aurora.
Ela estava sentada diante de Caio.
O cabelo caía levemente sobre os ombros.
As mãos envolviam a xícara de café.
E, depois de tantos dias marcados por lágrimas e silêncio, ela havia acabado de sorrir.
Um sorriso pequeno.
Discreto.
Mas since