O apartamento de Marina estava mergulhado em silêncio.
Um silêncio pesado.
Desconfortável.
Daqueles que surgem quando duas pessoas sabem que uma conversa importante chegou a um ponto sem retorno.
Aurora continuava em pé perto da janela.
Vicente permanecia no centro da sala.
Os dois pareciam exaustos.
Não apenas pela discussão.
Mas pelas últimas semanas.
Pelas noites mal dormidas.
Pelas palavras engolidas.
Pelas decepções acumuladas.
E principalmente pelo fato de que nenhum dos dois parecia mais