Gustavo permaneceu em silêncio por alguns segundos. O olhar dele continuava firme, analisando a filha com a mesma atenção calculada que costumava usar em reuniões importantes da empresa. Por um momento pareceu considerar se deveria continuar aquela conversa ou simplesmente encerrá-la ali.
Por fim, recostou-se na cadeira e falou com tranquilidade.
— Nós já conversamos o suficiente por hoje. Você já sabe o que precisava saber.
Vitória não se moveu.
— Não — respondeu ela com firmeza. — Eu sei