Vitória desceu pela manhã já preparada para encontrar a imagem da noite anterior espalhada pela sala — o corpo de Rafael largado no sofá, o cheiro de álcool ainda preso ao ar, a lembrança incômoda de como ele havia sido trazido para dentro de casa.
Mas o sofá estava vazio.
A sala estava organizada com uma precisão quase exagerada, como se alguém tivesse acordado cedo demais apenas para apagar qualquer vestígio do que aconteceu. Aquela ordem não a tranquilizou. Pelo contrário. Deu a sensação d