O silêncio da manhã parecia maior do que a casa. Não era o silêncio desconfortável de antes, quando cada um ocupava um espaço como quem mede território, mas um silêncio cheio de lembrança, como se o barulho das crianças ainda estivesse preso às paredes. A mesa do café estava posta como sempre, as xícaras alinhadas, o pão ainda quente sob o pano, e ainda assim havia algo diferente. Vitória mexia o café devagar demais, observando a fumaça subir e desaparecer antes de tocar o rosto, enquanto Rafae