O ar gelado bateu direto na pele, mas o corpo respondeu mais leve sem o peso do pano molhado.
E eu voltei a correr.
Alcancei a cerca quase sem perceber. A madeira velha cortava o pomar em linha irregular, com alguns trechos mais baixos, outros reforçados com arame. Apoiei as mãos no topo, sentindo a superfície áspera e molhada sob os dedos, e puxei o corpo para cima, a perna passando primeiro, depois a outra, descendo do outro lado com um impacto no chão encharcado.
Foi aí que olhei para trás.