A garagem está silenciosa quando estaciono. Fecho o portão antes mesmo de desligar o carro, um hábito. Segurança antes de tudo.
Você continua de braços cruzados, o olhar duro fixo na parede. Eu sei que é raiva, mas prefiro acreditar que é uma preocupação disfarçada. Pelo menos significa que ainda se importa.
— Desce. — minha voz sai baixa, mas não é um pedido.
— Me solta, Dante. — você nem percebeu que não estava presa fisicamente… ainda.
— Não vou te machucar. — digo isso como se fosse óbvi