Manuela
Passaram-se duas semanas desde a última vez em que eu e Leon realmente conversamos, e o vazio que isso deixava era quase insuportável. O Pedro entrou na minha sala no meio do expediente e me pegou enxugando algumas lágrimas teimosas.
— Tá tudo bem, Manu? — Ele perguntou, preocupado, fechando a porta atrás de si.
Respirei fundo, tentando conter as emoções.
— Tá, sim. Só me sinto burra demais.
Ele franziu a testa, sentando-se na cadeira em frente à minha.
— Por quê? O que tá acontecendo?