ISABEL LINORES
Ver o homem que me aterrorizou a vida inteira jogado aos meus pés, soluçando miserável, não me trouxe a sensação de vingança que eu imaginei que teria. Não senti vontade de rir da cara dele, de tripudiar sobre a sua desgraça ou de gritar que ele merecia tudo aquilo.
No fundo, enquanto o vento frio do fim de tarde batia no meu rosto no estacionamento quase vazio do hospital, a única coisa que eu sentia era uma pena profunda e lamentável. Pena, e um grande alívio por finalmente p