— Anna, por favor, fale comigo. – A voz de Ícaro me alcança como um sussurro distante.
Abro os olhos lentamente, tentando desvendar o nevoeiro que envolve minha mente. Percebo que estou fora do carro, mas como cheguei aqui?
— Não se mova, estou chamando uma ambulância. – Sua voz, repleta de aflição, ecoa ao meu redor.
— Eu... eu estou bem. – Digo, esforçando-me para me sentar.
Minha visão permanece turva, e o cenário ao meu redor é uma mistura confusa de formas e cores. Aos poucos, as peças do