ELE
A poeira ainda não tinha baixado quando fui até ele. Quatro patas na areia, garras rasgando o chão e sangue pingando. Cada passo pesava uma tonelada pela exaustão.
Diego estava caído no chão, respirando pesadamente em sua forma humana. Os olhos dele me acharam no meio do caminho. Parei em pé, sobre ele, a sombra do meu corpo de lobo cobrindo o rosto dele. A gente se encarou, nenhum de nós falou nada, não precisava. O silêncio entre nós dizia mais que qualquer coisa.
Aí eu respirei fundo e