O Desmantelamento do Genitor e a Justiça de Marina
Marina Duarte
A casa de segurança estava silenciosa. Minha família dormia sob a proteção que Brian havia providenciado, mas eu não conseguia descansar. A raiva era um combustível, e a traição de Jorge era o meu alvo. Eu não podia mais adiar.
Eu encontrei Brian na pequena sala de escritório, onde ele bebia um café forte, já com o laptop aberto. As luzes da tela iluminavam o seu rosto, dando-lhe uma expressão fria e determinada, a do homem que eu precisava.
— O casamento acabou. A família está segura. O plano de imigração está em andamento. — Eu disse, a minha voz era baixa, mas firme. — Agora, o primeiro tópico. O que faremos com o meu genitor?
Brian fechou o laptop e me olhou. O seu olhar era de respeito e compreensão total.
— Eu já preparei a jogada de xadrez, Marina. Não vamos com a polícia, nem com violência. Nós vamos com a justiça do meu mundo: a destruição total e irrevogável de sua base financeira e social. Não pagaremos