Depois de ajudar com algumas tarefas da manhã, encontro meu pai sentado na varanda da casa, observando o movimento da fazenda. O cheiro do café recém-passado ainda paira no ar, misturado ao perfume da madeira aquecida pelo sol.
Apoio os cotovelos no corrimão e fico alguns segundos em silêncio.
— Pai...
Ele desvia o olhar da paisagem e sorri para mim.
— O que foi, filha?
Brinco com a barra da minha blusa, sem saber exatamente como começar.
— Posso te fazer uma pergunta?
— Claro.
Respiro