O som do silêncio no terceiro subsolo da Propriedade Norte era pior que qualquer grito. Não era um silêncio natural; era o som do isolamento acústico absoluto, de metros de concreto e chumbo projetados para enterrar viva qualquer esperança. Jade estava presa àquela cadeira de carvalho há horas, mas para ela, o tempo tinha se tornado uma massa elástica e deformada.
Suas mãos estavam dormentes. As braçadeiras de nylon tinham cortado a circulação, transformando seus dedos em extremidades frias