Angélique Mayers
Tudo ainda era um pouco surreal, e talvez tenha sido por isso que entrei no apartamento, ainda me sentindo meio aérea e definitivamente distraída também. Fechei a porta sem prestar atenção aos detalhes, muito menos na maneira como tudo parecia fora do lugar, de alguma forma.
E então, Da Vinci riscou fósforo no meio da sala. Mas não do tipo clássico em que gatos costumam fazer quando brincam de redecorar os móveis da nossa casa, e sim como alguém que havia sido levado ao limite.