A porta se fecha atrás da Mariá.
E o silêncio fica.
Pesado.
Denso.
Eu não tiro os olhos da Jheny.
Nem ela de mim.
Ela mudou.
Dá pra ver.
Não é só aparência.
É postura.
É presença.
Mas isso… não apaga nada.
— Você demorou. — digo, direto.
A voz sai baixa. Controlada.
Mas sem espaço pra interpretação.
Ela respira fundo.
— Eu sei.
Simples.
Sem defesa.
Sem teatro.
O homem ao lado dela se mantém firme.
Observando tudo.
— Esse é o Zaid. — ela diz, agora me olhando de verdade.
— Meu marido.
Assinto um