Eu ainda sentia o gosto daquele almoço.
O jeito que o Márcio me olhou.
Não como filho.
Como homem.
Foi lindo de ver.
Ele apoiou os braços na mesa e disse:
— Mãe, eu assinei um grande contrato.
Meu coração disparou.
— Que contrato?
Ele sorriu. Seguro. Calmo.
— Abri uma empresa. O Ramon é meu sócio. Ele acreditou no meu projeto quando ainda era só ideia. Me ajudou a tornar real. E é grande… abre caminho pra um futuro promissor.
Eu fiquei olhando pra ele.
Meu filho.
Meu menino.
Olhei para o Ramon.