Amanda chegou no horário exato.
Nem um minuto antes, nem depois.
Entrou como quem já conhecia cada canto da casa — e conhecia. Caminhava apontando, comentando, lembrando detalhes antigos, como se o espaço ainda respondesse a ela.
— O Ramon sempre gostou de tudo moderno e elegante — disse, passando a mão pela parede do corredor. — Nada carregado, mas marcante. Tons neutros. Madeira clara. Funcionalidade antes de tudo.
Não olhou pra mim quando falou.
Falava para o ar.
Ou para a memória que fazia