Lorenzo Bellini
Eu não conseguia tirar o estalo daquele tapa dos meus ouvidos. Três meses haviam se passado, e a marca invisível dos dedos de Samanta no meu rosto ainda parecia queimar sob a pele sempre que eu fechava os olhos. Ninguém nunca me tocou daquela forma. Ninguém nunca ousou me olhar com tanto desprezo enquanto eu lhe oferecia o que a maioria das pessoas mataria para ter: uma saída fácil.
Assim que a porta da minha sala se fechou ontem, a primeira coisa que fiz foi exigir que o RH me