Samanta
Ficamos ali, a poucos centímetros de distância. Eu conseguia sentir o calor do corpo de Lorenzo, o mesmo corpo que tinha me acolhido com tanto carinho nas últimas noites, mas que agora parecia apenas uma carcaça vazia e hostil. Minha mão ainda tremia de leve, mas eu a mantive firme, sustentando o olhar castanho dele que ardia de raiva e desconfiança. Eu tinha acabado de dizer que havia algo que ele precisava saber antes de eu sumir para sempre.
Mas Lorenzo não queria pontes. Ele queria