Samanta
O corredor do consultório do Dr. Lucas parecia um limbo cinzento onde o tempo havia esquecido de passar. No momento em que a porta da sala de exames se fechou atrás de nós, o peso da realidade desabou sobre os meus ombros com a força de uma avalanche. Eu parei no meio do corredor, as pernas trêmulas sob o vestido, e segurei as mãos de Emma e Anna com tanta força que os nós dos meus dedos perderam a cor.
— Por favor — minha voz saiu como um sussurro esganado, quase implorante. Os olhos d