Samanta
O azulejo branco do banheiro parecia refletir uma luz fria e impessoal, quase hospitalar. Minhas mãos tremiam tanto que o plástico das duas caixas de teste de gravidez produzia um ruído irritante contra a bancada de mármore. Eu me sentia flutuando fora do meu próprio corpo, assistindo a mim mesma rasgar as embalagens com os dentes porque meus dedos simplesmente não obedeciam aos comandos do meu cérebro.
Segui as instruções mecânicas impressas no papel de orientação. Primeiro o teste de