Samanta
O feixe de luz que cortava a cortina da sala de Anna atingiu meus olhos em cheio, trazendo-me de volta à realidade com a sutileza de um soco. Pisquei algumas vezes, sentindo o corpo protestar. Eu tinha capotado no sofá dela, ainda vestindo as roupas da noite anterior, com o celular apertado contra o peito. Desbloqueei a tela imediatamente. A mensagem curta, seca e gélida de Lorenzo continuava ali, intocada. Eu não havia respondido. O medo de que o homem que eu estava aprendendo a amar e