Lorenzo
O amargor do uísque misturado ao gelo que derretia lentamente no copo de cristal pesado era o único ponto de ancoragem que eu tinha naquela noite de sábado. O bar no subsolo de um prédio antigo do centro era escuro, barulhento na medida certa e cheirava a couro velho e tabaco — o tipo de lugar onde homens de negócios iam para enterrar os problemas que os ternos caros não conseguiam esconder.
À minha frente, Matteo tamborilava os dedos na mesa de madeira escura, os olhos fixos na espuma